Kinsey (2004) Avaliação global: 6/10
Sinopse:
A vida do Dr. Alfred Kinsey, um biólogo temerário que dissecou a vida sexual dos norte-americanos num relatório muito controverso para os castos anos 40. Um olhar objectivo sobre a moral, sobre as suas origens e os seus fundamentos, que veio abrir caminho para uma maior abertura de espírito na sociedade da época.
Crítica:
Bill Condon regressa ao grande ecrã com uma história complexa e pesada, aligeirada por toques um pouco forçados de comédia que apesar de nos animarem destoam na textura geral da narração.
Não é um filme pequeno (um pouco mais de duas horas), mas Condon não conseguiu aproveitar os minutos para mergulhar um pouco mais nas ricas personagens secundárias, que poderiam dar muito mais ao filme do que esta insistência exagerada no papel central, desempenhado por Liam Neeson. Ficou um filme muito focado, de limites demasiado apertados para conter uma potencial explosão de riqueza psicológica que certamente o levaria para outro nível. Fica uma história com pano para mangas, que nos faz pensar...
A interpretação de Liam Neeson está a um nível bastante aceitável, não se tratando apesar de tudo de um papel suficientemente complexo para o mostrar na totalidade. Laura Linney, por outro lado, porta-se lindamente e instaura algumas dúvidas quando ao resultado dos Óscares de 2004, roubando algum do favoritismo que Natalie Portman tinha alcançado na corrida para a estatueta de melhor actriz secundária.
Linhas Gerais:
Um filme agradável, com realização competente e representações muito acima da média. Está demasiado centrado na personagem principal para permitir uma visão global dos acontecimentos, e perde um pouco com isso.
Filme para:
Toda a gente com um mínimo de inteligência e abertura de espírito.
Tenham o cuidado de não levar a mensagem demasiado a sério: tal traria danos sentimentais irreparáveis.


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