quarta-feira, fevereiro 09, 2005

Un long Dimanche de Fiançailles (2004) Avaliação global: 5/10


Sinopse:

Uma tenra camponesa francesa tenta encontrar o seu noivo, que se pensa ter morrido na primeira guerra mundial. Na reconstituição de tudo o que se passou em torno do seu desaparecimento, Mathilde une pequenos pedaços de memórias dispersas que lentamente constroem o puzzle necessário para compreender o sucedido.

Crítica:

É impossível ir ver este filme sem levar na cabeça uma forte lembrança do maravilhoso "Le fabuleux destin d' Amélie Poulain", já que recupera a mítica relação simbiótica entre Jean-Pierre Jeunet e a ternurenta Audrey Tautou. Dentro deste contexto é inevitável sofrer uma tão pesada desilusão que se volta para casa com um sabor amargo na boca...
Neste filme de pouco mais de duas horas conta-se uma história tão simples, tão idiota, que o aborrecimento se apodera de nós ao ponto de nos levar a olhar repetidas vezes para o relógio, na esperança de que o ritmo acelere. Nem mesmo os efeitos visuais (que quase parecem destoar numa produção francesa) nos animam o suficiente para pelo menos deixarmos de desejar que aquilo acabe. Remexemo-nos na cadeira, ajeitamos a roupa e a posição, bocejamos repetidas vezes.
Trata-se de um filme com uma realização requintada, plena de planos artísticos e fotografia apelativa, um elenco de luxo com actuação ao melhor nível (destaco o papel secundaríssimo de Jodie Foster, que provavelmente entrou no filme apenas para mostrar o seu francês fluente) e uma produção fantástica, principalmente ao nível dos efeitos visuais e da recuperação de cenários históricos. No entanto, devido à fragilidade do argumento, não pode de todo ser considerado agradável de ver. E não nos esqueçamos de que é esse o objectivo básico do cinema!
Mais uma vez, à semelhança da amada Amélie, Audrey Tautou encarna uma personagem infantil e bizarra com tiques e manias típicas das brincadeiras de criança, sem com isso perder uma profundidade emocional invejável. Mas desta feita fá-lo de forma menos adorável, cortando um pouco a empatia que se pretendia que criasse com o público. Torna-se quase uma menina mimada...

Linhas Gerais:

Um filme excelente em todos os aspectos menos no argumento. Um belo exemplo de como o cinema está plenamente dependente da história contada.
Torna-se chato, aborrecido, quase desagradável de ver.

Filme para:

Quem anda fatigado com insónias e não encontra nenhum remédio que aparente vir a funcionar.
E para quem possa achar piada a ver a Jodie Foster a falar francês, ou a Audrey Tautou a coxear...

1 Comments:

At 9 de fevereiro de 2005 às 19:28, Blogger Miriam Luz said...

" (...) que provavelmente entrou no filme apenas para mostrar o seu francês fluente" (que mauzinhoooo! E na volta... lol)

Quero imenso ver o filme. Também penso que a comparação com o Le Fabuleux Destin d' Amélie Poulain é... inevitável. E talvez por isso acabe por ser uma comparação ingrata. O primeiro é um filme muito bom, a vários (senão todos os) níveis. Este último, pelo menos pelo que já li e do pouco que vi, peca pelo argumento, como referes. Muito simples, muito previsível. Não vou, porém, deixar de ver. O segredo é não criar grande expectativa... ;)

Beijinho =)

 

Enviar um comentário

<< Home