Closer (2004) Avaliação global: 5/10
Sinopse:
Um escritor de obituários com colesterol a entupir a veia artística (Jude Law) conhece uma atraente striper Americana (Natalie Portman) num ligeiríssimo acidente de viação. Esta vida amorosa inesperadamente iniciada é abalada por um acidente de maiores proporções, a entrada de uma fotógrafa no aparentemente estável duo amoroso.
Com a chegada de um quarto elemento à já sobrelotada relação, as coisas desintegram-se num emaranhado intolerável de traições, promiscuidade e amor...
Crítica:
Os dramas amorosos são filmes delicados e com o perigo constante de desembocarem em clichés e banalidades que aborrecem os espectadores. Este filme consegue fugir a esse triste destino, mas desenganem-se se pensam que digo isto como elogio!
Na tentativa desesperada de fugir à normalidade, a história entra num ciclo de situações que se tornam pouco credíveis para os espectadores, principalmente pela contradição evidente entre diversas acções das personagens. A partir de certa altura começamos a sentir que o objectivo exclusivo do escritor passou a ser chocar e deprimir os espectadores, cedendo com esse intuito demasiadas reviravoltas a uma história que se torna inaceitável.
O filme consiste numa representação exclusiva da vertente destrutiva e venenosa do amor. Tal como os filmes que o apresentam como algo perfeito e inabalável, este torna-se pouco relacionado com a realidade e toca menos os sentimentos do espectador. Isto sem trazer a vantajosa animação dos romances idealistas.
Passada a forte crítica ao argumento (que neste tipo de filmes acaba por ser o cerne da sua avaliação) podemos realçar as prestações brilhantes do elenco. Apesar de não trazer o melhor de Julia Roberts, sempre traz o muito bom... Clive Owen cintila em pequenas situações de plena raiva interior, confirmando a imagem que tinha deixado em "King Arthur" de ter ainda muito para dar. Natalie Portman portou-se bem e Jude Law primou, como sempre, no papel de homem frágil, romântico.
Com um argumento destes custa-me focar aspectos como a realização, a que normalmente dou tanta importância: seria como falar do belíssimo embrulho que revestia as meias brancas que recebi no Natal...
Sei que vou ouvir e ler críticas positivas a este filme, e sei que certamente haverá quem o adore, mas vai-me ser difícil engolir...
Linhas Gerais:
O que aconteceria se puséssemos um elenco de luxo a representar uma telenovela mexicana de fraca categoria? Resolveu-se esse pequeno mistério...
Um pequeno hino ao egoísmo romântico, ao carácter egocêntrico do amor! Um filme bruto, insensível e totalmente céptico.
Filme para:
Quem está a tentar desesperadamente esquecer um amor passado. Ou para os pessimistas depressivos que acham que o amor é utópico...


6 Comments:
Tá visto que me convenceste a ir ver o filme... Beijinhos!
Ai Ana, já somos duas! ;)
Luis, parece-me que este Cinema Paraíso me vai fazer umas "triagens" interessantes!
Beijinho e parabéns pelo arranque!*
Este comentário foi removido por um gestor do blogue.
Merecidamente, Clive Owen ganhou o Globo de ouro para melhor actor secundário. Sempre disse que há mais justiça nos globos de ouro que nos Oscars, vamos ver se este ano desmentem as minhas palavras...
Quase vale a pena ver o filme Closer só para saborear a sua magnífica representação. Diga-se que o papelão secundário do Clive Owen está a milhas do papelinho principal do Jude Law, na minha opinião.
É verdade, a Natalie Portman também ganhou melhor actriz secundária. Esse achei menos merecido.
Faltava credibilidade à personagem dela em certos momentos chave, o que torna complicado avaliar a sua representação...
Fui ve-lo anteontem. Weird...funny...verdade/mentira/fantasia... Estava a precisar de vêr um filme assim. =D ***
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