Notre Musique (2004) Avaliação global: 4/10
Sinopse:
A história bélica humana em três capítulos: o Inferno, o Purgatório e o Paraíso. No primeiro somos confrontados com imagens reais de diversas situações de violência militar, com especial ênfase no holocausto. O Purgatório passa-se em Sarajevo actual, numa sequência ininterrupta de dissertações intelectuais acerca da guerra, do ódio racista e da destruição humana. Finalmente, no Paraíso somos brindados com imagens suaves de uma felicidade instável e muito restritiva do post mortem.
Crítica:
Jean-Luc Godard entra a matar num filme inicialmente agressivo e chocante que nos ofende. Este excessivo prolongamento das imagens de guerra inicias é tão notório que dá a ideia de que o realizador brincou com o poder visual do cinema como uma criança brinca com uma arma de fogo; e neste caso explodiu-lhe nas mãos.
A parte do purgatório é rica em frases filosóficas de significado desfocado até à sua análise demorada. O ritmo acelerado em que somos brindados com as ditas não nos permite dissecar totalmente o seu sentido, ficando no ar um clima frio de compreensão limitada. E eu detesto sentir-me estúpido. São pensamentos para serem lidos com tempo, não despejados em contra-relógio no ecrã de cinema.
Foi o próprio realizador que disse "There is no point in having sharp images when you've fuzzy ideas.". Pois parece-me ter sido precisamente esse o seu erro...
Linhas Gerais:
Mais um filme alternativo, intelectual e um pouco presunçoso. Tem ideias muito interessantes acerca dos móbeis humanos, da nossa essência, e aborda interessantemente o conflito palestiniano.
Não deixa de ser aborrecido e confuso.
Filme para:
Pseudo-intelectuais de esquerda.








